Formatar ou jogar na parede?
Bons tempos aqueles em que eu ligava o computador e em menos de 1 minuto já estava conectado no MSN, Skype e sem aquela maldita ampulheta grudada na seta do mouse.
Depois de encher de lixo, malwares, cavalos de tróia e vídeos eróticos, passei a mudar de navegador e anti-vírus em busca de agilidade na hora de navegar.
A cada mudança e novo programa instalado ia junto um cadastro que envia imundiças pra minha caixa de entrada até hoje.
E quando o cara chega nessa fase, começam a surgir convites pro UNYK e Quepasa, solicitações pro Cityville, recados pra você no Badoo que você não tem e previsões da sua vida com a médium visionária Tara.
Oportunistas aproveitam essa hora pra enviar protestos contra o preço do combustível e pedindo pra você não abastecer nos postos BR.
Junto com eles, surgem os crentes fanáticos tentando lhe arrastar pra alguma Igreja Universal do Reino de Google, sites de compras coletivas querendo te enfiar chopp e sushi guela abaixo e te levar pra Buenos Aires à força.
Nessas horas sua vida virtual já virou uma merda e seu notebook começa a sofrer do mal de Parkinson, onde aquele maldito flat vai pro pau e sua tela pisca e treme de forma descontrolada.
O desktop tradicional ainda tinha uma vantagem, porque em casos de pane sem solução bastava dar um chute no botão do estabilizador e mandar tudo pro espaço.
Mas no meu caso, o jeito é ir fechando toda essa porcariada aos poucos e esperar que no último instante, quando estou louco pra ir pra casa, apareça aquela criatura desagradável chamando no MSN com o clássico “e aí, sumido?”.
Gente, por favor: JAMAIS chamem alguém no MSN às 17:59. Isso poderá fazer alguém jogar um notebook pela janela e não seria nada legal.
E ao invés de perder tempo criando emails políticos com campanhas a favor da legalização da maconha, gaste seu tempo comentando essa merda.







